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Com uma memória invejável Adelina Boza, de 95 anos conta como criou 10 filhos

Geral

há 14 dias


08/05/2022 11h01


Uma mãe firme, mas com um coração enorme. “O segredo era trabalhar e rezar bastante”

Adelina Vendramini Boza é natural de Jacinto Machado, porém há muitos anos, logo que se casou se mudou para Turvo, na qual reside até hoje. Ela que vai completar  95 anos no próximo dia 18 de maio conta um pouco do que é ser Mãe e de como foi sua vida ao longo desses anos.

Uma senhora com uma memória invejável, ainda muito forte e lúcida, ela faz tudo sozinha, inclusive ir a Missa.

Tem 10 filhos(as), 22 netos(as), e 16 bisnetos(as), e fez questão de contar e lembrar o nome de todos eles. Os filhos(as) (da mais nova para o mais velho): Rosane, Valmir (Miri), Pelegrino, Inês, Ivanor, Dolores, Alda, Nice, Nair, Urivaldi.  “Um pouco dos nomes eu escolhia, outros meu marido escolhia, ele chegava pra registrar e esquecia dai ele escolhia na hora. Ganhei todos os filhos em casa”, destaca.

Ela conta que casou com 18 anos com Idalino Boza e teve que morar um tempo com a sogra. Hoje viúva há mais de 40 anos ela relembra um pouco do que viveu. “Naquele tempo não tinha tanta coisa como tem agora, trabalhava na roça de manhã até a noite. Antigamente não tinha máquina, era tudo a mão. Lavava roupa numa sanga embaixo de uma árvore, agora tem até água encanada. Naquele tempo nem mangueira não tinha. Hoje as mulheres usam fralda descartável no meu tempo era tudo de pano velho. Não foi uma vida muito fácil, trabalhar na roça, criar os filhos na roça, nós tinha uma casa grande, e eu e meu marido pegamos o aparador, serramos tudo a madeira de uma casa, tudo nós dois sozinhos, e construímos a casa. Não era fácil, diziam que mulher era fraca, mas eu ajudava meu marido parelho”, relembra ela com muito bom humor apesar de todo sofrimento da época.

Sempre sorrindo, Dona Adelina conta que naquela época era mais difícil, pois nem energia elétrica eles tinham. “A gente trabalhava o dia inteiro na roça, chegava em casa comia minestra, rezava o terço e depois ia dormir. Naquele tempo não tinha Televisão, não tinha rádio e na verdade nem energia elétrica. Depois de alguns anos é que veio a luz. Um dia meu marido foi passear em Araranguá e trouxe uma TV, e o Romeu Carlessi soube que ia chegar a energia já mandou um liquidificador e a geladeira, antes que a luz fosse. Mandou para aqueles mais amigos mais conhecidos”, relata.

 

Uma mãe firme, mas com um coração enorme

Apesar do semblante “bravo”, ela sempre foi um exemplo de mãe, e conta que sempre foi firme com os filhos e que tem orgulho do que eles se tornaram. “Meus filhos sempre me obedeciam, não era igual é hoje. Não me queixo de nenhum dos meus filhos, a gente ia pra roça e eles pequenos de 5/6 anos iam junto.

O filho Miri Boza conta que ela sempre foi uma mãe mais exigente, mas que sempre deu muito amor aos filhos. “Tenho orgulho da mãe que eu tenho, graças a Deus e a ela somos o que somos hoje”, conta ele.

 

 

“O segredo era trabalhar e rezar bastante”

 

Mora sozinha, mas a maioria dos filhos moram ao redor, e estão sempre ali com ela. Ainda faz tudo o serviço da casa, inclusive a comida. Descendente de Italiano, a mãe veio da Itália quando ela tinha 4 anos, fala e entende Italiano fluente. É a mais nova de 10 irmãos, todos já falecidos.

“Gosto bastante de morar aqui mas também gostava de morar em Jacinto Machado, mas quando era mais nova tinha que morar com as irmãs que moravam na Pracinha do Tenente pra poder estudar. Gosto de ir a Missa, e depois fico com a TV ligada o dia inteiro. Faço as coisinhas em casa. Sou feliz, porque tenho saúde, estou viva. Tem gente mais nova que eu 10 anos e está entregue e já tem até que dar comida na boca. Eu graças a Deus, ainda estou forte. Valeu a pena trabalhar bastante, mas também rezar bastante, sabe que nós toda noite rezava o terço, e é esse o segredo, tenho muita Fé e sempre fomos de rezar. Segredo é trabalhar, rezar bastante, comer uma minestrinha, e tomar uma cachacinha”, conta ela com aquele sorriso.

Quando era mais nova sempre ajudava o marido, inclusive a descer banana do morro com carro de boi. “Uma vez virei 3 carrada de boi, dia de chuva, era ruim, mas tinha que ajudar”, finaliza.

E hoje depois de muito sofrimento e com os filhos já criados ela conta que gosta de passear, agora devido a idade sai mais com os filhos.  

E para as mães de hoje em dia o conselho que ela dá é para que sejam mães firmes, mas que ao mesmo tempo dê muito amor, pois é disso que eles precisam.

Fonte: Jornal Volta Grande - Mariane Rodrigues

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