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Fábio Carille e sua estratégia de jogo no Corinthians: não jogar

Esportes

há 11 meses


15/10/2019 13h00


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Reprodução
Fábio Carille

Se técnicos são professores no Brasil, Fábio Carille se especializou: é mestre. Mestre em jogar na retranca. Se pudesse, colocaria os onze jogadores na linha da área, com bombas, pedras e cassetetes para impedir que o futebol seja bem realizado. Carille tem estilo de jogo definido. Estilo covarde, preguiçoso, defensivo. Seu time é incapaz de ser melhor do que o adversário, de ter mais a bola do que o rival, de dar mais dribles do que o oponente. Na prática, Carille pune a bola. E pune, principalmente, o corintiano.

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O corintiano cansou de ver seu time não ameaçar. Cansou dos volantes que pouco passam do meio de campo. Cansou dos empates – a maioria deles sem gols – e chutões da zaga para o ataque. O corintiano não enxerga o mesmo estilo de 2015 ou de 2017. É bem diferente. E a culpa é do treinador. É fácil dizer que Andrés não trouxe Gabigol e outros nomes. Difícil é ainda ter o elenco ao seu lado depois dessa afirmação. É evidente que qualquer pessoa se sentiria desprestigiada com as aspas do mestre.

Fábio Carille montou esse elenco. Teve tempo para aparar as arestas, acertar os detalhes, montar o posicionamento tático. Ganhou Boselli, Love, Ramiro, Urso e tantos outros badalados que formam um time completamente abalável. Trata-se de um Corinthians que tem o maior goleiro da história do clube. Cássio ganhou mais do que Marcelinho, Rivellino, Luizinho, Sócrates. Figura destacada nos títulos mais importantes da história alvinegra. Um gigante fez o Corinthians ser ainda maior. Ainda mais campeão. Fora os bons Fagner, Pedrinho, Vital. Era para jogar mais. Ou pelo menos tentar jogar. Carille cochila nas taças que levantou. Nos dribles que evitou. Nos ataques rivais que cancelou. Assim se fez. E não é pecado.

Pecado é renunciar completamente ao jogo. A bola não merece tanto desprezo, ódio e nojo. A bola é do time grande. Nem sempre o Corinthians de Fábio é altaneiro.

O Corinthians de Mano Menezes tinha a finalização de Ronaldo. O poder de passe de Douglas. O atrevimento de Elias. A segurança de Chicão e Capita. E contava com a arrancada de Jorge Henrique. A juventude de Dentinho. O Corinthians de Tite caminhava com o elegante Danilo. O maluco Emerson. A cabeça de Paolo. A surpresa de Paulinho. E títulos também vieram.

Então não me venha com essa de escola. Você pode defender. Mas não precisa se acovardar sempre. O futebol é dos corajosos. A vida é dos corajosos.

Fábio Carille é um revolucionário: sua estratégia de jogo é não jogar.



Fonte: IG Esportes

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