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Preço da gasolina caiu 50% nas refinarias, mas por que nos postos não?

Economia

há 4 meses


25/04/2020 09h18 - Atualizado em 25/04/2020 10h03


O preço médio da gasolina caiu 50% nas refinarias brasileiras desde janeiro, mas a redução nas bombas para o consumidor foi de apenas 10% nos postos de combustíveis de Santa Catarina nesse mesmo período de 2020.

Esta semana, a queda no valor do barril de petróleo no mercado futuro internacional chamou a atenção no setor financeiro. O produto chegou a ser negociado a preços negativos na segunda-feira (20). O principal motivo dessa redução é a brusca diminuição do consumo causada pela pandemia do novo coronavírus.

 

No Brasil, na terça-feira (21) a Petrobras anunciou nova redução de 8% no preço da gasolina e 4% no diesel vendidos nas refinarias.

Com essa redução, o valor médio da gasolina vendida das refinarias para distribuidores de Santa Catarina, que era de R$ 1,89 em janeiro deste ano, chegou a R$ 0,95 por litro. A variação representa uma queda de 49,7% – na média nacional, essa redução já chega a 52,3%. Os dados são da tabela de preços da Petrobras.

Mas nas bombas dos postos, embora os últimos dias tenham registrado queda nos preços durante a pandemia do coronavírus, a diminuição não ocorre na mesma proporção.

 

Em Santa Catarina, o valor médio da gasolina nos postos em janeiro deste ano era de R$ 4,38, segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana passada, conforme a mesma pesquisa, a média era de R$ 3,94 – uma diminuição de 10%, enquanto o valor bruto do produto nas refinarias caiu pela metade.

 

Diferença já chegou a R$ 0,70, diz dirigente

O vice-presidente do sindicato compara as reduções anunciadas pela Petrobras, que reduziram segundo ele cerca de R$ 0,70 o valor do litro na refinaria desde janeiro, e diz que essa diferença já corresponde à queda no valor da gasolina em Florianópolis – a média de janeiro, que era de R$ 4,49 na capital, contra os R$ 3,89 cobrados pelos postos nos últimos dias.

 

Segundo ele, essa diferença só não é maior por causa da redução nas vendas que os postos enfrentam ocasionada pela pandemia do novo coronavírus.

 

Uma coisa que as pessoas precisam entender é que depois da pandemia, caiu sensivelmente o volume de vendas. Quando um posto vendia 10 mil litros, hoje vende 2 mil, 3 mil. Se você comprar 20 mil litros, tem estoque agora para 10 dias. Por enquanto ainda há gasolina a preço de antes. Quando comprar o novo produto, daqui a seis, sete dias, vamos ver mais uma diferença. O delay ficou maior porque os postos não estão vendendo – argumenta o vice-presidente.

Fernandes explica que o volume de vendas caiu em torno de 70% por causa da pandemia da Covid-19. Em recursos, esse impacto deve representar uma queda de 50% no faturamento dos postos. Isso afeta os custos para manter os postos abertos, outro fator que acaba influenciando nos preços das bombas.

– Como você vai pagar aluguel, funcionários, com essa queda? Tem que aumentar a margem, recuperá-la. Se não fosse a pandemia, seria possível repassar essa redução com mais facilidade porque você manteria rentabilidade com um volume razoável de vendas – detalha, admitindo que já há postos com dificuldade para manter as atividades na Capital.

 

Nesta quinta-feira (23), o assunto voltou à tona por causa de uma publicação do presidente Jair Bolsonaro no Twitter. Ele não fez afirmações diretas, mas comparou o preço reduzido da gasolina e do diesel nas refinarias e o preço final, lembrando que este último inclui impostos federais e estaduais, como ICMS, Cide, Pis e Cofins, além de gastos com transporte e lucros dos postos e distribuidores.

Fonte: NSC total/Por Jean Laurindo

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