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Coisas de Mulherzinha - Por Rosane de Andrade

Colunistas

há 1 ano


08/09/2020 11h39


 

ETIQUETA NA REDE SOCIAL

 

Como professora de Letras, sempre observei que quando nos apropriamos da fala de algum escritor, temos de colocá-la entre aspas e citar o nome do autor. Assim também como fotos tiradas por outras pessoas, postagens que alguém encontrou na rede. Quando vejo a postagem de algum amigo de face que me chamou a atenção e gostei, compartilho e cito o nome de quem a garimpou primeiro.

 

Na verdade, sempre fiz isso, mesmo que não façam comigo. Às vezes quero mais é que uma boa ideia ou um pedido de ajuda sejam compartilhados infinitamente, porque não quero fama, apenas ajudar mesmo. Porém o que me incomoda é quando o objetivo principal é autopromoção.

 

Aprendi que quando escrevemos com todas as letras em maiúscula estamos 'gritando' com as pessoas. Que quando colocamos pontos de exclamação excessivamente estamos sendo irônicos. As reticências têm o mesmo poder e digo, mais uma vez (pois já falei sobre isso), que são apenas TRÊS pontinhos.

 

Outra coisa que tenho visto como falta de etiqueta são as postagens desnecessárias, tipo: "fui ao banheiro agora", "acabei de tomar banho"... Só a Ivete Sangalo tem êxito neste tipo de coisa, mesmo eu tendo um dia postado a foto de meu pé recebendo uma bela ducha no box.

 

Às vezes postamos quase que um diário no face, no insta, no twitter, e digo uma coisa curta e certa: ninguém quer saber. A não ser que você seja realmente famoso!

 

Há coisas que fazem meus dedos coçarem, porém o bom senso ainda me habita, apesar de ameaçar que vai sair pra nunca mais voltar. Não sou de fuxicar as redes, contudo tenho amigas que o fazem e conseguem descobrir coisas ímpares, até mesmo que alguém é namorado de outros dois alguéns e ao mesmo tempo.

 

E peço um grande favor: quando eu perguntar o que significa algo, não riam de mim. Há pouco aprendi o que eram 'tbt', 'up' e 'cpt'. Sou de outro tempo. Já joguei o Príncipe da Pérsia naquele antigo pc cabeçudo de imagem esverdeada. Já tive impressora matricial, com papel contínuo cheio de buraquinhos e me amarrava no cheiro de álcool do mimeógrafo.

 

Sim, sou antiga, jamais velha, porque velhas são as coisas... pessoas são antigas, experientes, vividas... Olha a etiqueta. Ela conserva em muito as amizades e, de acordo com a proximidade, os dentes!

           

 

 

Fonte: Rosane de Andrade

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