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Coisas de Mulherzinha - Por Rosane de Andrade

Colunistas

há 1 mês


17/08/2020 09h22


A HOMÉRICA ARTE DAS LIVES

 

Definitivamente live não é pra qualquer um. As pessoas acham que qualquer coisa será vista, compartilhada e será fadada ao sucesso. Ledo engano.

Quando se decide fazer um ao vivo, não adianta ter um bom assunto ou convidado. O que importa são certos detalhes como: internet rápida, celular com câmera descente (ou note), iluminação razoável, uma maquiagem discreta (quando se é mulher e se quer melhorar as olheiras companheiras eternas)... E o principal: SILÊNCIO no ambiente. Aqui em casa tem sido meio que impossível e invejo quem o faça diária ou semanalmente. Quando tudo parece estar calmo, os cachorros surtam.

 

Na primeira que fiz sendo convidada, foi tranquilo, mas na que fiz sendo a que convidava, minha Cacau começou a cantar ópera e não havia jeito de parar. O assunto não era causa animal, não podia perder o foco... E aí que as coisas foram acalmando, mesmo que eu tivesse que fazer cara de 'tudo bem', enquanto fazia carinho com o pé em um que se instalou embaixo de minha cadeira.

Como o cenário é importante! Mesmo que tenhamos curiosidade a respeito da casa dos outros, temos que cuidar do que aparece ao nosso redor. Dei uma revisada no ambiente pra que não houvesse um sutiã perdido (limpo óbvio, mas vai explicar), uns livros empilhados ordenadamente... Meu caos estava praticamente organizado.

 

Pelo chão as "vinte mil" camas dos peludos, porque a casa é deles e meu quarto é o ponto principal. E inevitavelmente pensei nas piadas que fazem sobre telejornal: da cintura pra cima, festa, da cintura pra baixo, cover de mendigo. Bingo... lá estava eu de blusinha de malha, golinha alta e de pijama e pantufas.

E como responder aos comentários sem ser deselegante com o convidado? Creio que o melhor é ir avisando, e nem olhar pra verificar quantas pessoas estão assistindo... o número ínfimo poderá ser devastador pro ânimo da conversa. Mesmo que o convidado diga que do lado dele está 'bombando'... do meu? Fui bombardeada...

 

Pensei em comprar um tripé e aquelas lâmpadas circulares que a gente vê nas vitrines, porém creio que não me aventurarei a outras, pois a tensão é absurda.

Gostei quando fiz com amigas protetoras, porque me senti apenas conversando, de boa, como dizem, sem me preocupar com um roteiro. As coisas fluíram e eu só pensava: muito a dizer e em tão pouco tempo.

 

Outro trabalho homérico é baixar no youtube. Dependendo da internet demora uns 10 dias... não é exagero. Talvez haja um programa que compacte, otimize, sei lá. Até hoje já tentei baixar o vídeo com as amigas da causa algumas centenas de vezes e a coisa não vai.  Dividi em três partes... e a paciência foi pra nuvem.

Pois é, admiro os que fazem lives, têm o que dizer e vários amigos interagindo. Quem sabe um dia eu consiga me superar e fazer uma redondinha, com luz, cenário e figurino que me satisfaçam.

E, quem sabe, minha meia dúzia de amigos se multiplique... Quem sabe?

Fonte: Rosane de Andrade

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