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Pai e Filho e uma paixão em comum : Ser caminhoneiro

Agro Noticias

há 20 dias


25/07/2020 15h00


Sombrio - A profissão de caminhoneiro tem suas dificuldades, mas para quem gosta é algo gratificante, e Eliel Goularte é o exemplo disso, pois foi por causa do Pai que ele resolveu seguir carreira. Morador de Sombrio e com 27 anos há alguns anos ele já trabalha na mesma profissão que o Pai: caminhoneiro.

“Desde 2017 ele trabalha na Bendo Transportes e ama o que faz. “Meu pai sempre foi motorista minha família por parte do pai são todos caminhoneiros e desde de criança brincava com carreta. Meu presente era uma carreta, então meu pai foi meu grande mentor nisso tudo e sou muito grato a ele por me fazer um grande profissional” conta Eliel.

Segundo ele, apesar de gostar muito do que faz, existem bastante dificuldades. “As maiores dificuldades são a humilhação, principalmente nos lugares onde carrega ou descarrega somos desvalorizados pelo motivo de sermos taxados como loucos e drogados, quando vamos levar as cargas raramente temos um apoio, e até lugares onde nem banheiro tem e não podemos abrir nossa caixa de comida pois não nos fornecem um local adequado. Mas mesmo assim gosto muito da minha profissão, e na empresa onde trabalho somos bem tratados. Além disso, sempre gostei de caminhão, minha infância toda foi envolvida com caminhão, acompanhando o trabalho do meu pai puxando madeira do Mato” explica o jovem.

Além do amor, e das dificuldades esses profissionais enfrentam alguns medos, e apesar de nunca ter passado por isso, o jovem tem bastante receio. “Tenho medo de ser assaltado, ou até de me envolver com acidente pois isso são coisas que não esperamos. Já passei mais de 30 dias fora de casa e a cabine é a sua segunda casa você se adapta a isso, e vira sua rotina” completa.

Mas Eliel também procura guardar boas histórias e lembranças dos lugares por onde percorre. “Uma coisa que me marcou muito foi quando pela primeira vez fiz a travessia de Belém a Barcarena pela alça viária, as pontes altas pois nunca tinha visto igual, foi uma lembrança que marcou bastante” conclui o jovem caminhoneiro.

Amor pela profissão que passou de geração em geração

Já o Pai José Ezio Goularte hoje com 55 anos tem um pouco mais de experiência e muitos anos vividos na estrada. Atualmente mora em Sombrio e trabalha na empresa Irmãos Darolt. Inclusive ele conta que essa paixão já vinha desde o seu Pai, ou seja o avô de Eliel. Um amor que ultrapassa gerações.

“Aos 14 anos Meu pai me ensinou a dirigir trator caminhão iniciei com 18 anos tirei minha CNH puxava madeira do Mato pra Timbé do Sul. Caminhão é uma paixão e modo de sobrevivência. Não somos bem recebidos onde carregamos ou descarregamos muitas das vezes não temos banheiro somos impedidos de abrir nossa caixa de comida. Já ocorreu de ter que tomar banho no corote do caminhão, mas mesmo assim gosto muito do que faço. Só acho que deveriam nos valorizar mais, pois somos nós que fazemos o progresso do país. E meu maior medo é se envolver em acidente devido a irresponsabilidade de outros motoristas, pois é o que mais tenho cuidado. Nesse tempo de motorista temos que ter muita calma e viajar sem pressa. E nas minhas andanças da vida, o que me marcou muito foi quando avistei a hidrelétrica de Belo Monte no Pará sentido Altamira uma barreira enorme” Finaliza José Ezio.

 

Fonte: Mariane Rodrigues/Jornal Volta Grande

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