ASSINE O JORNAL IMPRESSO

SEMESTRAL R$ 75,00

ANUAL R$ 135,00

(48) 3535-1256


“Comecei na profissão por necessidade e acabei me apaixonando”

Agro Noticias

há 4 meses


25/07/2020 13h00


Há mais de 20 anos como motorista, para surpresa de muitas pessoas, Tânia Fernanda Mariano de Souza de 48 anos, dirige uma Scania Highline 440 na carreta sider. Ela que ama o que faz conta um pouco das experiências em estar nas estradas em seu dia a dia. 

“Comecei na profissão por necessidade e acabei me apaixonando pela mesma.

Para mim, a maior dificuldade é ficar longe da minha família sendo que a mesma sempre me incentivou. Amo muito o que faço, porém não somos valorizados, a vida de motorista carreteiro é difícil, com muitos empecilhos” relata a motorista. 

Moradora de Forquilhinha, ela conta que já percorreu por mais de 20 estados Brasileiros e que atualmente trabalha fazendo a rota de São Paulo para o Nordeste. 

“Tenho uma família que eu amo, 3 filhos; 2 netos e é muito ruim ficar longe deles, porém meu maior medo é não poder trabalhar mais, porque eu amo o que faço” completa. 

Ela conta ainda sobre suas experiências que assim como qualquer outra tem seu lado bom e algumas dificuldades, mas que o preconceito tem diminuído ao longo dos tempos.

“A pior experiência na minha vida foi um assalto que tive em São Paulo. Na época eu não trabalhava com carreta, era com caminhão Truck. Quando sai da fábrica encostou 3 carros, com caras mascarados, armados com fuzil me colocaram no Porta mala de um dos carros, fiquei durante 3 dias com eles, amarradas. Fiquei em torno de 1 semana em poder deles. Até que eles conseguiram “desovar” a carga. É algo que jamais vou esquecer, passa um filme na nossa cabeça, lembra da família, a única coisa que eu perguntava era o que eles iriam fazer comigo e eles diziam que só queriam a carga, e que depois iriam me largar em um lugar seguro junto com o caminhão pra eu seguir viagem. Essa experiência não desejo pra ninguém. O pior de tudo é passar na Delegacia e o Delegado achar que você é cumplice, porque não apanhou, não foi estuprada, não levou um tiro, isso é o pior também.  E as melhores experiências era quando meus filhos iam viajar junto comigo, é maravilhoso. É maravilhoso. E por meus filhos me acompanharam e inclusive aprenderam a dirigir. Mas graças a Deus optaram por outra profissão porque hoje em dia esta cada vez mais perigoso” relata Tânia. 

Ainda segundo ela, conhecer lugares e pessoas também é algo que ela admira em sua profissão, e Tânia conta um pouco dessas histórias. “Outra experiência, foi no Nordeste, quando estava esperando carregar a carreta e chamei um Uber para me levar conhecer as praias e de repente fiz amizade com ele e a família dele, foi algo muito bom. Inclusive me levaram em lugares lindos, foi uma experiência muito bacana, conhecer pessoas boas de bem, fazer amizades, pessoas inclusive que tem outra cultura. Por isso posso dizer que sou feliz e realizada pela profissão que escolhi” Conclui.

 

Fonte: Mariane Rodrigues/Jornal Volta Grande

Compartilhe esta notícia



Voltar


Copyright 2019 - Todos os direitos reservados - Jornal Volta Grande